sábado, 12 de julho de 2008

a causa

Era tradição. na casa de divino cruz, todos os dias tinha-se uma briga deste com a mulher. uma mulata fogosa, de cama e de rua. dessas que não leva desaforo pra casa. sem pre dizia ela. -- comigo é assim, num tem escapatória. escreveu num leu ...... . coitado do divino, viu-se acuado desde o dia que casou. era 14 de maio, e mesmo contra os avisos da mãe, que nunca fora com a cara, em com os atos da futura nora. -- essa mulher não presta pra vc, meu filho.
-- que é isso , minha mãe. socorro não é o que a senhora pensa, isso ela é de provar um dia.
-- sei não. alguma coisa nessa mulher, me deixa encabulada. sei não.
--coisa da sua cabeça, minha mãe.
--tomara que seja, tomara qua seja, meu filho.
--não se avexe...-
-- uma mãe se preocupa com o filho, só isso.


parecia as vozes que sempre acompanhavam divino cruz, eram mais que uma confirmação, todos os dezoito anos passados, que as vozes de dona justina. mãe de divino.

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